
Não podemos afirmar com certeza de que nos iremos extinguir, mas caso isso aconteça, a finitude do mundo só chegará quando isso acontecer. O ser humano é um ser capaz de pensar, ser racional e criativo ao mesmo tempo. Possui um cérebro complexo que lhe garante, para além do instinto de sobrevivência, o “supérfluo”, que lhe permite inventar, criar, dar um sentido à realidade que o rodeia. É o único capaz de alterar factos, de fazer descobertas, de as catalogar, de as interpretar e de as entender. Sem o ser humano, o mundo deixará de ser pensado. Assim, a questão da finitude do mundo também deixará de ser pensada, pois é uma questão que apenas ao homem pode interessar, pelas suas características. Sem o homem deixará de haver finitude, ou seja, será o momento em que, num determinado tempo, a finitude chegará.
Em conclusão, num tempo que não podemos prever irão existir uma série de transformações, em que nem todas serão benéficas para nós, humanos, e em que as consequências dessas alterações poderão levar à extinção do único ser pensante e criativo do planeta Terra. O mundo sensível e o mundo inteligível, idealizados pelo homem deixarão de ser questionados. O mundo deixará de ser questionado, a natureza deixará de ser questionada e o conhecimento deixará de ser questionado. Numa perspectiva universal, o mundo deixará de fazer sentido, e quando esse futuro for presente, será o momento da finitude de tudo, incluindo da temporalidade.
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